Além Do Que Se Vê: Simpósio de Arte Contemporânea Sonora e Tátil

A arte sempre foi muito visual (assim como os meios de viver são totalmente visuais), sempre utilizando primeiramente o sentido da visão para obter experiência com a obra de arte. Podemos verificar na maioria das obras atuais a utilização de técnicas como a pintura e a fotografia e galerias/centros culturais que proporcionam apenas estes meios de experiências com a arte. Mesmo que a arte contemporânea seja mais diversa, estas ferramentas são as mais expostas nos espaços expositivos, limitando de certa forma outras experiências sensoriais. Além disso, as obras que remetem aos outros sentidos não possuem uma cultura com possibilidades de experiências sensoriais diversas, como ocorre quando uma pessoa cega quer ir visitar uma exposição, onde há faixas que limitam o espaço entre a pessoa e a obra (modelo antigo que limita até quem enxerga com os olhos) .

Todo o trabalho de proporcionar o acesso do público chamado de "especial", seja em qualquer tipo de exposição (pintura ou instalação sonora, por exemplo) é algo construído posteriormente a curadoria, tornando-se uma tarefa apenas educativa, onde o setor do Educativo é o único responsável em proporcionar abertura para diferentes públicos.

O acesso à arte é um direito de todos, onde não há um público especial, e sim pessoas diferentes. O pensamento em torno do público "especial" visa atendê-lo de forma oposta, como se especial fosse algo inacessível. Já o pensamento em torno do público "diferente" propõe atender de acordo com as suas diferenças e proporcionar um convívio coletivo, onde todos são considerados diferentes, sejam pessoas deficientes físicas ou não. A palavra deficiente é outro formato burocrático que peca no quesito de definição do indivíduo, e que ao mesmo tempo é considerado o modelo correto ao falar sobre o público em foco. No caso deste projeto, vamos nomear a partir de então o público deficiente visual como o público eficiente sonoro/tátil.

Assim, este projeto de simpósio surgiu em foco no público eficiente sonoro/tátil, como este pode ver uma exposição em galerias, museus, entre outros espaços culturais. A escolha do tema em torno deste público é questionar sobre o uso do sentido da visão, o sentido mais usado pelo ser humano para obter contato e experiência com as artes plásticas e, consequentemente, debater a inclusão da pessoa eficiente sonoro/tátil na arte contemporânea através de outras experiências sensoriais.

​O Projeto consiste em criar um Simpósio baseado na temática da inclusão da pessoa que não possui o sentido da visão na arte contemporânea, com direito a exposição de obras sonoras, táteis e afins; debates com artistas, médicos, profissionais de organizações que lidam com este público e pessoas que usam outros sentidos para obter experiências; sessão dos documentários (entrevistas com artistas); e workshops com os artistas que participarão da exposição.

Fonte: Além Do Que Se Vê.

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