Fundação Cultural de Curitiba analisa propostas de acessibilidade

Uma pauta de sugestões de acessibilidade e inclusão foi discutida na manhã desta quinta-feira (21/02/2013), entre o presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Marcos Cordiolli, e os arquitetos Ricardo Tempel Mesquita e Lys Áurea Buzzi. Segundo Cordiolli, garantir a acessibilidade às pessoas com deficiência é uma das preocupações da Fundação Cultural de Curitiba. "Vamos estudar as propostas e analisar como elas poderão ser aproveitadas em nossos espaços culturais", disse.

Algumas das sugestões apresentadas pelos arquitetos, na reunião, realizada no Moinho Rebouças, foram as seguintes:

– Trabalhar a inclusão e a acessibilidade em todos os meios culturais e artísticos, promovendo intérpretes de libras em todos os eventos, programação em áudio e braile, audiodescrição em todos os programas teatrais, cinematográficos e televisivos.

– Incentivar todos os colaboradores da Fundação Cultural de Curitiba e parceiros a cursos de capacitação em acessibilidade, nos quais se trabalham conceitos teóricos e práticos, estudos de cases e vivências, desenvolvendo a percepção dos critérios de acessibilidade arquitetônica, metodológica, instrumental e atitudinal.

– Incentivar que todas as publicações sejam também executadas em áudio. Incluir neste critério programações e informativos culturais.

– Desenvolver acessibilidade universal no site da Fundação Cultural de Curitiba e demais órgãos e autarquias municipais, facilitando a navegação a qualquer pessoa, independente de sua condição física, sensorial e intelectual.

– Executar sanitários acessíveis e rampas, dentro das normas, para acesso em todos os espaços históricos, artísticos, de lazer e de eventos culturais. Manter um programa permanente de adequação de acessibilidade nas unidades históricas, tombadas e de interesse de preservação, em ação conjunta com a Secretaria Especial da Pessoa com Deficiência (SEDPcD). Incluir as vias de acesso assim como os sistemas de transporte nas adequações de acessibilidade de sítios históricos.

– Valorização de grupos artísticos de pessoas com deficiência, como por exemplo – Coral dos Meninos de Angola, grupo de dança "Pernas Pra que Te Quero", grupo de pagode de cegos e a cantora cega Luciene, contribuindo, desta forma, a quebrar paradigmas e preconceitos ainda arraigados na sociedade, quanto à capacidade física e intelectual de pessoas com deficiências.

– Preencher a cota de 5% no quadro funcional da Fundação Cultural de Curitiba, de acordo com a Lei de Cotas. Exigir que empresas e entidades que desenvolvam trabalhos e parcerias com a FCC estejam com seu quadro de colaboradores de acordo com a lei.

– Promover oficinas de geração de renda a partir de resíduos (têxtil, pet, etc) e a colocação do produto no mercado para complementar renda de PcDs que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC), previsto na LOAS (desde que a renda per capita não supere um quarto do salário mínimo). Utilizar unidades como o Centro de Criatividade, museus e Ruas da Cidadania, e firmar parcerias com ONGs e Oscips.

Fonte: Fundação Cultural de Curitiba

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