Série Ver Nunca Vi será produzida com audiodescrição, legendas e libras

MANAUS – Os contos do Boto, do Curupira e de outros seres folclóricos fazem parte da cultura local. As histórias são contadas boca a boca e sustentam-se por gerações. Para dar espaço às crenças, é realizada uma produção audiovisual de seis episódios, em Manaus. A série Ver Nunca Vi, do renomado cineasta Anderson Mendes, vai explorar os contos dos ancestrais amazonenses.

Série Ver Nunca Vi

A série Ver Nunca Vi, de Anderson Mendes, vai explorar os contos dos ancestrais amazonenses. Foto: Divulgação

Cada episódio de Ver Nunca Vi terá um diretor convidado. De acordo com Mendes, eles foram escolhidos com base no Concurso de Roteiros do Amazon Sat. "Temos diretores, que se destacaram e também amigos", disse. As gravações de Ver Nunca Vi são feitas o mais próximo à capital possível. Segundo o diretor geral, a decisão é para diminuir custos acerca da série.

Série Ver Nunca Vi

As gravações, são feitas o mais próximo à capital possível. Foto: Divulgação

Um dos diferenciais da série será a adaptação para deficientes. Ver Nunca Vi terá legendas em português, linguagem em libras e audiodescrição. Para mendes, a importância da medida é atingir públicos que não recebem "atenção" da mídia.

Ver Nunca Vi: Fomento

"A Amazônia é rica em folclore e cultura". É com essa afirmação que Anderson Mendes justifica a decisão de rodar uma série sobre os contos populares da região. Entretanto, este não é o único objetivo. Mendes deseja estimular a produção cinematográfica da região amazônica. "Queremos dar mercado para técnicos, atores, diretores, produtores, entre outros. Não queremos parar na primeira temporada. Estamos trabalhando já de olho na segunda temporada, provavelmente com oito episódios", revelou.

O episódio piloto já foi gravado. "Curupira", com direção de Wander Luís foi rodado em Paricatuba. Com previsão de lançamento para outubro deste ano, Ver Nunca Vi deverá ser veiculada no Canal Amazon Sat. Além da televisão, a produção será apresentada também em plataformas na internet e escolas públicas, através da distribuição de 2 mil DVDs.

Ver Nunca Vi: Investimento

Ver Nunca Vi foi contemplada pela Lei Rouanet. Com um orçamento de R$ 122 mil, o diretor geral tem reuniões agendadas com investidores. "Após aprovado pelo Governo Federal, eu posso ir a uma empresa e apresentar o projeto. Caso eles colaborem, uma porcentagem do que é destinado ao Governo através de impostos, são convertidos em investimentos para mim. Até agora, cobrimos os próprios gastos ao mesmo tempo que buscamos os patrocinadores", explicou.

A quantia estipulada será usada para pagar a mão de obra dos profissionais envolvidos. Anderson Mendes esclarece que, para o porte da produção audiovisual, este orçamento é reduzido.

Fonte: Portal Amazônia

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