Deputado quer salas de cinema para deficientes visuais e auditivos no Amazonas

O deputado Wanderley Dallas criou um projeto de lei que beneficia portadores de deficiência visual e auditiva. O projeto obriga os cinemas a terem sessão especial restrita adaptada aos deficientes auditivos e visuais, em salas cinematográficas ou videofonograficas no Estado do Amazonas.

Wanderley Dallas

A entidade deverá promover a exibição semanal de uma sessão especial adaptada para os deficientes auditivos e os deficientes visuais, nos termos desta lei.

A entidade responsável por sala de exibição cinematográfica ou videofonográfica, deverá informar em cartazes, painéis e bilheterias a sessão semanal especial disponível para os deficientes auditivos ou visuais.

O valor dos ingressos das seções especiais não poderá ser superior ao valor dos ingressos das demais sessões exibidas.

A inclusão social de pessoas portadoras de necessidades especiais em todas as esferas da sociedade ainda é muito incipiente no Brasil.

Movimentos nacionais e internacionais têm buscado um consenso para formatar uma política de inclusão de pessoas portadoras de deficiência nos diversos setores.

As pessoas cegas encontram dificuldades para acompanhar eventos culturais principalmente os audiovisuais, como teatros e cinemas.

As principais queixas desse público em cinemas é que os filmes, internacionais são legendados; já os nacionais, apresentam muitas cenas sem áudio. Os deficientes que frequentam cinemas acham que o problema poderia ser resolvido com fones de ouvidos através de áudio descrição, mesmo para filmes dublados. Os fones também são solicitados em espetáculos teatrais, já que não é permitido, ou bem aceito, que haja alguém do público explicando para os deficientes as cenas.

Outra dificuldade é o acesso das pessoas com deficiência visual a determinados locais. A falta de atenção dos funcionários. Muitos os acompanham até as cadeiras e quando a sessão termina os funcionários não aparecem para conduzi-los para fora do ambiente.

Em São Paulo, o Teatro Vivo foi o pioneiro na América Latina a oferecer este recurso de audiodescrição para deficientes visuais, técnica de narração de cenas e diálogos, que detalha cenários, roupas e expressões em uma peça teatral. Os deficientes visuais, ao entrarem na sala de cinema, recebem um fone de ouvido e os voluntários ficam em uma espécie de "cabine de som", onde orientam, seguem o script e fazem a transmissão por áudio.

Fonte: Blog do deputado Wanderley Dallas

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