Café Com Conhecimento discute arte, cultura e acessibilidade

O Café com Conhecimento desse sábado (25/05) coloca em pauta um assunto muito discutido, mas que ainda gera muitas incertezas – a acessibilidade.

Com o tema Acessibilidade, educação e cultura, o público participa da conversa junto à pedagoga e especialista em ação educativa e cultural em museus Aída Lúcia Ferrari e à professora do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG) Vera Lúcia de Souza.

O encontro, que começa às 11 horas, conta com a presença de um intérprete que fará a tradução para Libras, a Língua Brasileira de Sinais. A entrada é gratuita.

Aída Lúcia tem experiência em acessibilidade para instituições culturais e pretende traçar um percurso histórico desde a década de 80 sobre a situação e as ações desses espaços. "Sinto que desde então as coisas já melhoraram, mas estão aquém do que poderiam ser", comenta. A convidada argumenta que a acessibilidade não deve ser limitada a ações pontuais e iniciativas de um grupo pequeno, mas precisa fazer parte de uma política cultural da instituição.

Ela explica também que estruturas físicas como rampas, banheiros e corrimãos não são suficientes para atender às necessidades dos portadores de deficiência. "É claro que isso é indispensável, mas surdos e cegos, por exemplo, precisam ter acesso ao conteúdo da exposição, que é o mais importante", esclarece. Segundo ela, cada mostra precisa de um tipo de adequação. Audiodescrição e reprodução em maquetes das peças que não podem ser tocadas são exemplos de ações que podem contribuir para a inclusão do deficiente visual. "A ideia não é fazer uma exposição só para deficientes, mas possibilitar sua integração. "Eles devem ser atendidos junto aos demais visitantes", completa.

A outra convidada do Café, Vera Lúcia, busca compreender o universo e a dinâmica dos que não podem ouvir, no intuito de contribuir para o sistema de ensino direcionado a esse público. A professora desenvolve pesquisa no Cefet-MG para a educação de surdos na área de desenho arquitetônico. Com o objetivo de criar um manual específico sobre o tema e um glossário de termos técnicos em Libras. O projeto Observatório da Língua de Sinais foi iniciado em 2008 e conta com a participação de bolsistas de iniciação científica do ensino médio da Escola Estadual Maurício Murgel e estudantes voluntários do ensino superior. "Tínhamos vontade de desenvolver um curso de extensão de desenho arquitetônico porque é mais visual. No processo de criação do manual para o curso, descobrimos que não era só traduzir os termos do português para Libras, já que há uma carência de sinais em áreas tecnológicas", conta. Rodapé, esquadro, régua T, escalímetro e argamassa são exemplos das muitas palavras utilizadas na área de engenharia e arquitetura e que não existem em Libras. "A falta do léxico acadêmico, muito mais que a deficiência física, constitui uma barreira para o acesso dos surdos a níveis acadêmicos mais elevados", reflete a professora.

O evento marca também o início da fase piloto de um dos projetos de acessibilidade que estão sendo desenvolvidos no museu. Voltado para os deficientes auditivos, esse trabalho vislumbra a produção de um vídeo-guia em libras, disponível em tablets, sobre os conteúdos expostos no Espaço. Desde o último sábado, dia 18/04, visitas testes vêm sendo realizadas para avaliar a iniciativa. Outros projetos contemplando deficientes visuais e físicos estão também em fase de desenvolvimento no museu.

Os Cafés do Espaço Com o intuito de gerar um ambiente de encontro e intercâmbio de ideias, o Espaço TIM UFMG do Conhecimento promove atividades aos sábados em seu café, sempre no final da manhã, às 11 horas.

Além de propiciar o contato com especialistas nos temas abordados, busca-se promover a abertura para debates e exposição de opiniões. O Café com Conhecimento é a oportunidade de conhecer e conversar mais sobre um determinado assunto, a partir da contribuição de uma pessoa especializada na questão. Já o Café Controverso tem a participação de dois convidados com pontos de vista distintos sobre a temática discutida. Em ambos, o público tem um papel fundamental para a dinâmica das discussões, uma vez que não atua somente como ouvinte, mas como participante ativo.

O Espaço TIM UFMG do Conhecimento busca aproximar a população do conhecimento científico com o uso de recursos tecnológicos, lúdicos e interativos. A partir disso, promove uma série de atividades em seu prédio, que integra o Circuito Cultural Praça da Liberdade.

Além da UFMG e da operadora TIM, o Espaço do Conhecimento conta com a parceria do Governo de Minas.

Local: Espaço TIM UFMG do Conhecimento – Circuito Praça da Liberdade

Data: 25/05/2013 à 25/05/2013

Horário: 11h

Local: Praça da Liberdade

Preço: Entrada Franca.

Fonte: Agenda BH

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