CMFor debateu necessidade da audiodescrição

A Câmara Municipal de Fortaleza debateu em audiência pública, na tarde desta segunda-feira, 27, a necessidade de implantação da audiodescrição nos meios de comunicação, nos projetos e eventos culturais, sociais e esportivos em Fortaleza. A iniciativa foi do vereador Acrísio Sena (PT), subscrita pelo vereador Evaldo Lima (PCdoB), que viu a necessidade e a importância de debater esse tema.

Vereador Acrísio Sena

"A audiodescrição é uma ferramenta de inclusão das pessoas com deficiência visual que permitem a elas um maior acesso à cultura e a informação", frisou o vereador Evaldo Lima.

Segundo o professor Paulo Roberto Cândido, coordenador do centro de informática e presidente da academia de letras e artes da associação de assistência aos cegos (ALASAC), é preciso haver um debate entre empresários e deficientes visuais para que se possa implantar a audiodescrição nos ambientes e facilitar a vida de todos. "Esperamos através dessa audiência, que possamos ter a garantia de ir a teatros e cinemas de forma precisa e plena", destacou.

A Senhora Rita de Cassia, coordenadora da escola de ensino fundamental Instituto dos cegos de Antônio Bezerra, faz um apelo para que não só se tenha a audiodescrição nos cinemas e teatros. "Precisamos que os meios de comunicação possam ser audiodescritivos. Assim como, precisamos também, o reconhecimento do profissional audiodescritor em âmbito municipal, de modo que essa função seja exercida por profissionais capacitados", pontuou.

A coordenadora Vera Lúcia, do grupo de legendagem e audiodescrição da Universidade Estadual do Ceará (UECE), pontuou os projetos que vem desenvolvendo dentro da universidade. "A UECE tem vários estudos voltados para audiodescrição. Um de nossos projetos é implantar essa prática durante os jogos de futebol, assim como agregar o uso da audiodescrição na educação", ressaltou.

Segundo o jornalista, publicitário e deficiente visual Celso André Nóbrega, a mídia também precisa pensar no deficiente visual como consumidor de notícia e de produtos. "Precisamos que as matérias jornalísticas e as propagandas sejam audiodescritivas. Se o deficiente visual não tem esse serviço, ele deixa de se informar", pontuou.

O vereador Acrísio Sena agradeceu a todos os presentes e sugeriu que se cumpra a Portaria Nº 188/2010 pelas emissoras de TV de Fortaleza, a inclusão da audiodescrição nos editais públicos de fomento à cultura e nos eventos culturais, sociais e esportivos, o reconhecimento da profissão de audiodescritor em âmbito municipal e a criação do dia doze de dezembro como o dia da audiodescrição em Fortaleza.

Fonte: Câmara Municipal de Fortaleza

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