Público comenta acessibilidade no CineSesc

Pessoas com deficiência visual e auditiva que frequentam muito pouco as salas de cinema comerciais porque têm dificuldade de compreender com autonomia e riqueza de detalhes o contexto das obras cinematográficas, aproveitaram o Festival Sesc Melhores Filmes 2013 para assistir alguns dos principais lançamentos do ano passado, no Brasil e no mundo. E este interesse foi estimulado, especialmente, pela disponibilidade dos recursos acessíveis de audiodescrição e open caption oferecidos pelo CineSesc, por intermédio da Iguale Comunicação de Acessibilidade.

Como deficiente visual, Adriana Barsotti, pedagoga especializada em pessoas com deficiência visual, relata que passou a frequentar o Festival Sesc Melhores Filmes com mais frequência depois que o recurso inclusivo de audiodescrição passou a ser oferecido. Antes, a sua frequência em salas de cinema era mínima devido ao pouquíssimo entendimento, o que não acontece quando assiste a um filme com audiodescrição. “É muito mais satisfatório porque com os detalhes da tradução dos demais elementos visuais do filme consigo compreender melhor o contexto como um todo”, completa a pedagoga.

Para o psicólogo Paulo Augusto Polaço Monte Alegre, assistir a um filme com audiodescrição é a diferença entre o entendimento e o não entendimento, uma vez que se trata de uma obra audiovisual e que por este motivo o conteúdo visual é extremamente importante. “Eu que já enxerguei, que já assisti a um filme tendo o sentido da visão, sei da diferença e da importância da audiodescrição. A audiodescrição foi a possibilidade de retornar à sétima arte. Sem ela assistir a um filme é praticamente impossível. A compreensão é mínima”, explica Paulo. Por tudo isso o interesse do público com deficiência visual neste festival.

Tanto para Adriana quanto para Paulo, a equipe da Iguale está de parabéns pelo trabalho que vem desempenhando a cada nova edição do Festival Sesc Melhores Filmes. Para ambos, o trabalho da Iguale é bem executado e ganha a cada ano mais aprimoramento, especialmente na riqueza de detalhes, o que para eles é fundamental.

Paulo, especificamente, pontua o cuidado da Iguale ao inserir no roteiro elementos artísticos, o que mostra o profissionalismo, conhecimento cultural dos roteiristas e também a sensibilidade que possuem. Já Adriana faz questão de elogiar o trabalho, bem como o audiocatálogo que foi desenvolvido, mas aproveita para deixar um pedido: que no próximo ano um catálogo impresso em braile também seja confeccionado, para que possa ter a programação sempre à mão, dando condições de verificar, onde quer que esteja, o filme que estará em cartaz em determinado dia e horário e com isso, a chance de aproveitar ainda mais os filmes com os recursos acessíveis.

Mais informações

Liliana Liberato – Assessora de Imprensa

Iguale Comunicação de Acessibilidade

(11) 9 7999-2802

www.iguale.com.br

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