Acessibilidade na abertura da Copa das Confederações

Os torcedores com deficiência auditiva e visual que foram ao Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, no último sábado (15), para assistir ao jogo de abertura da Copa das Confederações, contaram com um conjunto de serviços que, em respeito à legislação brasileira, garantiram acessibilidade.

De acordo com a consultora do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) para Acessibilidade, Suzana Dalet, pela primeira vez em partidas de futebol no Brasil houve transmissão com legenda em tempo real acessível por dispositivos móveis pela internet, no site do órgão (www.pnud.org.br).

A cerimônia de abertura foi traduzida em Lingua Brasileira de Sinais (Libras) pelos telões. Os bares e restaurantes no interior do estádio disponibilizaram cardápios em braile, para uso de cegos e pessoas com deficiência visual.

Ao todo, 1,5 mil integrantes do Programa Brasil Voluntário, do Ministério do Esporte e coordenado pelo Pnud, que receberam capacitação específica, atuaram durante a partida para auxiliar pessoas com deficiência.

Além disso, segundo o governo do Distrito Federal (GDF), os torcedores que se identificaram, no momento da compra dos ingressos, como pessoas com deficiência, foram autorizadas, no dia do jogo, a estacionarem nas áreas de números 14 e 14A, localizadas diante dos portões L e J, no Eixo Monumental.

O GDF informou que pessoas com deficiência e idosos foram atendidas por ônibus especiais com saída do estacionamento 12 do Parque da Cidade. Os veículos da Secretaria de Saúde transportaram, a cada viagem, seis cadeirantes e acompanhantes.

De acordo com a consultora do Pnud, além de garantir a participação dos torcedores com deficiência no evento, o objetivo do órgão foi impulsionar a oferta de serviços voltados a essa parcela da população.

"O Brasil tem um dos marcos legais mais avançados do mundo em termos de acessibilidade. Temos também demanda, mas muitas vezes no mercado o serviço necessário não está disponível. Como a Copa das Confederações é um evento preparatório para a Copa do Mundo, esperamos provocar e incomodar diversos setores, incluindo o relacionado à oferta desses serviços", disse ela, que coordenou a elaboração do projeto de acessibilidade em serviços do estádio.

Para formulação das ações, técnicos ligados ao Pnud fizeram a pé o trajeto que o torcedor percorreria e definiram pontos que deveriam ser adaptados também na parte externa. "Não temos a pretensão, neste momento, de garantir 100% dos direitos das pessoas com deficiência, mas avançamos muito e temos a expectativa de avançar ainda mais até a Copa do Mundo", ressaltou.

Fonte: Agência Brasil

Nota do Blog:

Parabéns! Mas lembramos que desde as Copas do Mundo da Alemanha, Japão/Coreia e África do Sul, o Caderno de Obrigações da FIFA obriga os países sede a fornecerem o serviço de audiodescrição para os torcedores que comparecerem aos estádios. Temos acompanhado as notícias sobre os preparativos para a Copa 2016, mas ainda não vimos nenhuma iniciativa neste sentido, exceto em Mato Grosso. Aliás, temos visto algumas informações que, de tão absurdas, são difíceis de acreditar. Um exemplo foi um dos estádios que informou ter reservado lugares para pessoas cegas próximo das cabines de transmissão de rádio, para que esses torcedores pudessem ouvir as falas dos locutores…

Em tempo: existem excelentes audiodescritores em Brasília…

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