Barreiras Atitudinais, Acessibilidade e Inclusão

Barreiras Atitudinais, Acessibilidade e Inclusão foi o tema da palestra ministrada na manhã de hoje, quarta-feira (31), pelo professor Dr. Francisco José de Lima, do Centro de Educação da Universidade Federal de Pernambuco, no auditório do Colégio Agrícola de Frederico Westphalen (CAFW). Estiveram presentes no evento servidores e alunos da UFSM unidade CESNORS de Frederico Westphalen e Palmeira das Missões.

Palestra: Barreiras Atitudinais

Dr. Francisco é formador de áudio-descritores em curso de Tradução Visual, voltados ao teatro, ao cinema, à televisão, aos museus e configurações bidimensionais estáticas. Da mesma forma, é formador de tradutores para promover a acessibilidade em mostras de artes em geral e eventos culturais e educacionais diversos (conferências, congressos e demais situações educacionais similares).

Francisco iniciou a conversa colocando que as pessoas com deficiência são vistas através do tempo como incapazes, sem potencial e dignas de pena, quando na verdade, assim como necessidades especiais, possuem também capacidades especiais para atingirem seus objetivos. Para ele, a deficiência é um termo mal-empregado quando usado como sinônimo de defeito ou imperfeição. Ela deve dizer respeito apenas aos défices sensoriais.

Além disso, Francisco destacou que a deficiência é apenas uma característica da pessoa, e não deve defini-la. Acerca das barreiras atitudinais, destacou que são construções históricas, formas de limitar o comportamento dos cidadãos com deficiência. Entre elas está a adjetivação pejorativa, estereotipamento, padronização (basear-se em uma experiência generalizando-a), rejeição, negação, subestimação (pensar que a pessoa não vai conseguir fazer algo e, quando consegue, achar que isso é excepcional), etc.

O professor ainda conceituou a inclusão como a não permissão da exclusão, ou seja, no contexto universitário, trata-se de não deixar o aluno com deficiência sair do curso sem concluí-lo com qualidade. A acessibilidade, por sua vez, é, mais do que ter acesso, poder usar com excelência, tanto no que tange à mobilidade quanto à comunicação.

A acessibilidade é um direito previsto em lei. "O diretor que aprova um projeto sem acessibilidade está cometendo um crime", enfatizou. As tecnologias assistivas, como os cães-guias e o tradutor de libras, ajudam a ampliar a mobilidade e a comunicação. "Isso não é um favor que se presta à pessoa com deficiência, é um direito dela", finalizou.

Segundo a Coordenadora da Comissão Interna de Acessibilidade UFSM Frederico Westphalen e Palmeira das Missões, Janaína Gomes, a Instituição percebeu tardiamente as barreiras atitudinais que circundam o meio acadêmico, em 2012, com o ingresso da aluna Rúbia Steffens. Mas, desde então e cada vez mais, junto da comunidade frederiquense, se começará a trabalhar com a questão.

Além da palestra, o professor está ministrando, desde a última semana, um curso de capacitação avançado em áudio-descrição, que tem o objetivo de receber e garantir a permanência de alunos com deficiência visual na instituição, além de discutir as políticas de acessibilidade no meio acadêmico.

Fonte: UFSM – Campus Frederico Westphalen

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