Sessões com audiodescrição estão de volta na Sala Redenção de Cinema da UFRGS

Tradicional espaço cultural da Universidade volta a receber o público neste mês de julho após período de reforma. Entre as novidades, está a exibição de filmes com recursos de audiodescrição e legendas

Mostra Federico Feline

Mostra exibe filmes como Felllini 8 ½, considerado obra-prima do diretor – Foto: divulgação

A Sala Redenção – Cinema Universitário volta a receber o público após cinco meses fechada para reformas. Para celebrar a reabertura do espaço cultural, ocorre de 1º a 31 de julho a Mostra Federico Fellini, com exibição de 20 filmes do celebrado diretor italiano, nascido na década de 1920.

Compõem a mostra filmes marcantes do diretor, que retratam diversos momentos de sua carreira. Por exemplo, Os boas-vidas (1953), seu primeiro longa de projeção internacional, premiado no Festival de Veneza; a tríade A Estrada da vida (1954), A trapaça (1955) e Noites de cabíria (1957), marcada pela forte presença de simbolismos católicos; os clássicos A doce vida (1960), Felllini 8 ½, (1963) e Amarcord (1973), considerados como obras-primas do diretor, além de outros títulos de sucesso.

Sobre Fellini – Aos nove anos já fazia espetáculos com marionetes feitas à mão. Foi cartunista, escritor de crônicas e textos publicitários, atuou como jornalista, entrevistando atores e diretores. Trabalhou também com Roberto Rossellini em Roma, cidade aberta (1945) e em vários outros projetos do diretor. Inicia seu trabalho como realizador em 1950, junto a Alberto Lattuana, em Mulheres e Luzes (1950), que narra a história de um grupo de artistas vaudeville. Realiza e co-escreve, a convite do produtor Luigi Rovero, Abismo de um sonho (1952), filme estruturado em três atos que gira em torno de um casal provinciano recém-casado, em lua de mel em Roma. Nestes dois filmes o equilíbrio perturbador entre fantasia e realidade, entre ilusão e desilusão já se faz presente.

Diversão e acessibilidade – Em julho, têm início as Sessões Acessíveis na Sala Redenção, com exibição de filmes nacionais acompanhados de recursos de acessibilidade. São duas sessões por mês: na primeira quarta-feira serão apresentados filmes com audiodescrição; e na segunda quarta-feira, é a vez do cinema legendado. A programação de julho traz o filme Tropicália (Tropicália, Brasil, 2012, 88 min), do diretor Marcelo Machado, que terá exibição com audiodescrição, dia 3 de julho, às 19 horas; e exibição com legenda, dia 10 de julho, também às 19horas.

Recursos – A audiodescrição é a narração de todas as imagens do filme, possibilitando que pessoas com deficiência visual tenham acesso ao que aparece na tela, como a aparência dos personagens, cenários e figurinos, ações e trejeitos. Já as legendas permitem que surdos e pessoas com deficiência auditiva acompanhem os diálogos, com indicações sobre a trilha sonora e qualquer som relevante, como o toque do telefone ou o tilintar de chaves.

O objetivo é reunir espectadores, profissionais e demais interessados nas questões de acessibilidade em encontros voltados para a difusão e a discussão desses recursos, além de investir em construção de público para eventos acessíveis. As exibições são seguidas de um bate-papo com a participação dos presentes.

O projeto prevê encontros mensais durante o ano de 2013. As Sessões Acessíveis são uma promoção conjunta da Sala Redenção – Cinema Universitário e do Núcleo Interdisciplinar Pró-Acessibilidade Cultural em parceria com a Mil Palavras Acessibilidade Cultural.

Mostra Cinema pela Verdade – Criada com o objetivo de promover exibições de filmes seguidas de debates sobre o período da ditadura civil-militar na América Latina, a mostra, que está na segunda edição, acontecerá simultaneamente nas universidades brasileiras entre maio e agosto deste ano. Em Porto Alegre, a mostra será realizada em parceria com a Sala Redenção – Cinema Universitário. Em 2013, foram selecionados para exibição dois documentários sobre a ditadura no Brasil e dois filmes de ficção sobre o período da ditadura na Argentina e no Chile. Entre as produções brasileiras estão Eu Me Lembro, de Luiz Fernando Lobo, e Marighella, de Isa Grinspum Ferraz. Já a ficção Infância Clandestina, de Benjamín Ávila, é uma co-produção Brasil-Argentina, e No, de Pablo Larraín, faz um recorte sobre a ditadura chilena.

Realizado pelo Instituto Cultura em Movimento (ICEM), em parceria com o Ministério da Justiça, o projeto foi contemplado pelo edital Marcas da Memória, da Comissão de Anistia, que visa à promoção de eventos e projetos com foco neste período marcante da história brasileira.

História da Arte e Cinema: Heterotopias – O ciclo é composto de filmes que permitem explorar temas da história da arte a partir da tela do cinema. A escolha dos filmes é orientada pelo propósito de discutir, após sua exibição, e a cada sessão, temas da história das artes visuais a partir da maneira como o cinema se associa a eles, explorando pontos de vista e variações interpretativas, modos de ser e de fazer compreensões sobre a arte. Coordenação de Luís Edegar Costa.

CineDHebate Direitos Humanos – O objetivo maior do CineDHebate é propiciar uma reflexão crítica e fomentar debates abertos à comunidade universitária e à comunidade em geral sobre múltiplos temas em direitos humanos, em um diálogo com a linguagem e a mídia cinematográfica. A aproximação entre cinema e direitos humanos é uma importante forma de educação e promoção de uma cultura de direitos humanos.

Coordenação de Giancarla Brunetto e curadoria de Nykolas Friedrich Von Peters Correia.

Fonte: Notícias Universidade Federal do Rio Grande do Sul

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