IncludeIt 2013: confraternização entre audiodescritores portuguêses e brasileiros

As Tagarellas Mimi Aragón, Marcia Caspary e Kemi Oshiro participaram da IncludeIt 2013 – Conferência Internacional para a Inclusão, a convite de ninguém menos que Josélia Neves, grande nome da acessibilidade e da audiodescrição de Portugal. Leia a seguir o relato de Mimi Aragón, que conta como foram recebidas, as atividades da IncludeIT, os trabalhos de Josélia em acervos artísticos de Leiria, e muito mais:

Lisboa, quinta-feira, 4 de julho de 2013.

13h Em solo lisboeta, esperamos no Aeroporto da Portela pelo ônibus que nos levará até Leiria, a 150km daqui. Depois de alguns dias na capital da nação-irmã, vindas de Madri e Barcelona, onde fomos encontrar a Tagarella Kemi Oshiro, é aqui, enfim, que começa a jornada da Tagarellas Audiodescrição rumo à IncludIt – Conferência Internacional para a Inclusão, promovida por um punhado de loucos por inclusão que atuam no Instituto Politécnico de Leiria, no projeto IPL (+) Inclusivo. Estamos eu, Marcia Caspary, Kemi, a jornalista Eva Mothci, apaixonada por comunicação acessível, e a produtora de cinema Marilaine Costa. Faz calor, muito calor, bem mais que nos escaldantes verões brasileiros, e isso nos surpreende. Aproveitamos o tempo para gravar o penúltimo trecho do vídeo que temos preparado desde Barcelona, e que servirá como nossa despedida aos bravos alunos do curso Audiodescrição e as Intersecções com a Educação, no qual, desde março deste ano, eu e a Marcia ministramos algumas aulas como convidadas pelos professores e nossos sócios na Tagarellas, Felipe Mianes e Mariana Baierle, na Faculdade de Educação da UFRGS, em Porto Alegre. Faz calor, muito calor, e o ar-condicionado do aeroporto quase não dá conta da canícula.

14h Aos poucos, os colegas que também partirão de Lisboa rumo à IncludIt vão chegando. Quando o grupo de dez pessoas está completo, rumamos. Somos seis brasileiras, duas portuguesas, um italiano e uma britânica. Faz calor, muito calor, e o ar-condicionado do ônibus não dá conta de nos manter frescos

Leiria, quinta-feira, 4 de julho de 2013.

15h15 O ônibus deixa a trupe da Tagarellas no hotel, pouco adiante da entrada de Leiria. Fazemos o check-in e logo subimos aos apartamentos para os providenciais banho e descanso antes da ida à Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS) do IPL, onde, a partir das 21h, faremos a exibição de "Colegas" com audiodescrição ao vivo e aberta a todos os espectadores. Faz calor, muito calor, e o ar-condicionado do hotel não dá conta

19h Chegamos à ESECS e somos generosamente recebidas pela querida professora Josélia Neves. No início de 2012, depois de ler uma nota no Blog da Audiodescrição sobre sua atuação na área da acessibilidade na Europa, escrevi a ela e fui surpreendida com uma resposta rápida e fraterna. Jamais imaginei que uma celebridade da audiodescrição portuguesa tivesse tempo para esta "cucaracha" que vos escreve. Trocamos algumas mensagens e, meses depois, eu e a Marcia tivemos a graça de conhecê-la em Pelotas, no sul do Rio Grande do Sul, em um evento sobre (adivinhem!) acessibilidade promovido pela UFPEL. Mesmo cansada com a programação na qual era destaque, e com agenda a cumprir ainda em Novo Hamburgo antes do retorno a Portugal, Josélia, generosa como poucas almas neste mundo coalhado de individualismo e vaidade, encantou a todos com uma oficina extraordinária sobre sua pesquisa e prática em Portugal. Soundpainting, exploração tátil, audiodescrição no cinema, museus acessíveis, legendagem… Aprendemos tanto e em tão pouco tempo, que chegamos a Porto Alegre em estado de graça. Josélia é, pois, uma divindade. E foi a seu convite que levamos a audiodescrição ao vivo de "Colegas" à IncludIt. E cá estamos. Logo, um time de organizadores da Conferência nos cerca e atende a todas nossas necessidades para que o trabalho corra bem.

21h Com Marcia e Kemi na cabine, está aberta a sessão. Apresentada pela Josélia ao público do auditório, agradeço a ela, ao IPL e aos presentes pela honra de partilhar nosso trabalho, sempre produzido com humildade, paixão e vontade de acertar. Peço um segundinho para conter a emoção e dedico a exibição, conforme as Tagarellas combinamos, ao MAQ. Começa o filme. As pessoas riem, se comovem, batem palmas. No fim, Josélia pergunta à plateia se alguém quer falar algo e um gritinho de satisfação nos rouba a atenção. É o Amílcar que, de sua cadeira de rodas, manifesta aprovação ao filme acessível. As Tagarellas choram, sempre choramos. Faz calor e o ar-condicionado do auditório está desligado.

Ficou com o gostinho de saber o que mais aconteceu, não? Então leia o "encalorado" relato completo no Blog das Tagarellas!

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