No Dia da Criança, Caquilhos de Munchausen terá audiodescrição e Libras

O espetáculo "Caquilhos de Munchausen" é uma adaptação livre da fantasiosa obra de Rudolf Erich Raspe, em realidade, a essência de todas as obras que envolvam esse personagem, o Barão, é o processo de adaptação. É dito que quem conta um conto, aumenta um ponto, esse é o âmago das aventuras de Karl Friederich Hiorinemus (o verdadeiro Barão de Munchausen), inventar histórias a partir dos reais acontecimentos pelos quais passou.

Caquilhos de Munchausen - cartaz da peça

Nesta versão da Cia Arte Negus, o Barão é contextualizado para referências mais brasileiras. É o primeiro trabalho do grupo que utiliza o teatro de máscaras e formas animadas somado ao trabalho de jogo cênico do palhaço. A adaptação do texto iniciou-se no entendimento de que histórias não são estáticas, mas vivas na boca de quem conta, e, justamente por isso, houve esse ímpeto em adaptar a obra de Raspe, a própria versão de Raspe é uma transformação de Bürger que por sua vez foi quem adaptou os contos do "verdadeiro" Karl Friederich.

O Barão é um velho cansado, que quer contar suas histórias para seus convidados. O espaço cênico é a sala da casa do próprio Barão, e aos poucos a casa se transforma em território para que seus causos sejam encenados. Junto dele tem uma divertida serviçal, a Russa, que dá o tom cômico à apresentação. Ela está sempre ao lado do Barão, o ajudando e atrapalhando ao mesmo tempo. É o oposto que complementa a personalidade do Barão.

Mas, apesar de extremamente bem humorada, Russa está interessada no que possa ver e tocar, está cansada de escutar as histórias contadas pelo velho, desconfia que não passam de invenções, deseja saber se existe algo de verdadeiro naquele sujeito e naquelas histórias. Na mente do Barão as histórias são ambientadas em um Brasil remoto, onde, ao invés de calor, a terra tupiniquim era caracterizada por um frio tremendo. Não é difícil imaginar que, se isso é provável, muita coisa também é. Sendo assim, em suas aventuras existem animais de extrema personalidade, acontecimentos surreais, e ações difíceis de acreditar, mas que, segundo o Barão, são reais.

Norteado pelas composições e sonoplastia da musicista Estela Ceregati, num misto de emoção, encantamento e situações cômicas, o espetáculo leva de uma maneira sutil ao entendimento desse complicado relacionamento entre o Barão de Munchausen e sua serviçal, Russa. E, acima de tudo, fala sobre crença. A crença na palavra pronunciada por um amigo.

SINOPSE

O Barão de Munchausen reúne pessoas em sua sala de quando em quando para contar suas aventuras. A maior parte das pessoas adora ouvi-lo, mas duvidam que as palavras que saem de sua boca sejam verdadeiras; já outras, além de não acreditarem, já estão cansadas de escutarem tais histórias. Uma dessas pessoas é sua fiel empregada Russa, que já se esgotou de acompanhar o Barão há tanto tempo e não saber nada exatamente verdadeiro sobre ele. Mas será que tudo o que ele diz é mentira mesmo? Será que não faz bem imaginar um pouco e apimentar cada um suas próprias histórias? Até quando faz bem sonhar? E não sonhar? Faz bem? Toda história tem uma parte mentira, uma parte verdade. Todo contador que parte, deixa saudade.

O que é audiodescrição e LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais):

Audiodescrição: é uma narração objetiva das imagens visuais que aparecem nas cenas de uma novela, documentário, matéria, filme, e que não estão contidas nos diálogos. São descritas expressões faciais e corporais que comuniquem algo, informações sobre o ambiente, figurinos, efeitos especiais, mudanças de tempo e espaço, além da leitura de créditos, títulos e qualquer informação escrita na tela. O recurso é voltado às pessoas com deficiência visual.

Legenda: reproduz por escrito as falas dos apresentadores e de personagens de novelas, filmes, desenhos animados bem como sobre o ambiente da cena ao descrever indicações de sons como portas se abrindo, aplausos, trovões e até trilhas sonoras. Este recurso promove o acesso à informação não só aos surdos, que não compreendem a Língua de Sinais, mas também aos idosos com perda de audição.

LIBRAS: possui estrutura gramatical própria. Os sinais são formados por meio da combinação de formas e de movimentos das mãos e de pontos de referência no corpo ou no espaço. As línguas de sinais não são universais, cada país possui a sua. O recurso é voltado para surdos.

Caquilhos de Munchausen

Temporada: De 14/9 até 27/10
Dia: Sábados e domingos, às 16h
Local: Centro cultural São Paulo – Sala Jardel Filho
Preço: R$15 (a bilheteria será aberta duas horas antes do espetáculo)

Centro Cultural São Paulo
Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso (Próximo às estações Paraíso e Vergueiro do metrô)
Informações ao público: 11 3397-4002

Fonte: Gaia Brasil

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