Descrição de imagem na geração de material digital acessível, MECDAISY e audiodescrição

Com o propósito de orientar a produção de descrição de imagem de obras disponibilizadas por intermédio do software MECDAISY, a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação publicou em 10 de abril de 2012 a NOTA TÉCNICA Nº 21 – Orientações para descrição de imagem na geração de material digital acessível, nos estudos e pesquisas sobre a Deficiência Visual e a Baixa Visão, com o intuito da busca da promoção da acessibilidade, temos a Audiodescrição como uma ferramenta da tecnologia assistiva a serviço da inclusão social.

Assim, a audiodescrição, que se constitui como um serviço especializado capaz de promover a acessibilidade comunicacional de pessoas cegas e com baixa visão, transitando, pois, pelo viés da comunicação, assumindo o papel de transmissora de informações que, inicialmente, estariam disponíveis apenas no plano visual, a exemplo de imagens estáticas (tais como fotografias), cenas dinâmicas (veiculadas no cinema, TV ou teatro), além de textos e legendas impressas.

Desta forma, temos como importantes características da descrição de imagens, a tradução em palavras, a construção de retrato verbal de pessoas, paisagens, objetos, cenas e ambientes, sem expressar julgamento ou opiniões pessoais a respeito. Esta descrição deve contemplar os seguintes requisitos:
1. Identificar o sujeito, objeto ou cena a ser descrita – O que/quem;
2. Localizar o sujeito, objeto ou cena a ser descrita Onde;
3. Empregar adjetivos para qualificar o sujeito, objeto ou cena da descrição – Como;
4. Empregar verbos para descrever a ação e advérbio para:
– Descrever as circunstâncias da ação – Faz o que/como;
– Utilizar o advérbio para referenciar o tempo em que ocorre a ação – Quando;
7. Identificar os diversos enquadramentos da imagem

O uso pedagógico da atividade da audiodescrição que se segue, implica:
• proporcionar que alunos com Deficiência Visual tenham acesso aos conteúdos escolares, no mesmo tempo em que o restante da turma;
• minimizar ou eliminar as barreiras presentes nos meios de comunicação que se interponham ao acesso à educação, tais como aquelas presentes no acesso a materiais bibliográficos, imagens e vídeos;
• favorecer o acesso a atividades lúdicas como as histórias em quadrinhos, visando trabalhar conceitos, personagens, compreensão, interpretação e produção textual através das descrições.

Fonte: Inclusão em Debate



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