A história do Festival Melhores Filmes do CineSesc

Chegamos a 40ª edição do Festival Sesc Melhores Filmes. Os 366 lançamentos nacionais e estrangeiros de 2013 estão na disputa pelos prêmios em 2014. O mais antigo festival de cinema da cidade de São Paulo, criado em 1974, oferece a oportunidade ao público de ver ou rever o que passou de mais significativo pelas telas da cidade no ano anterior ao evento, a preços populares.

Em 40 anos, a mostra do Cine Sesc já exibiu centenas de longas-metragens dentro da programação da mostra anual, escolhidos democraticamente por meio de votação. A eleição envolve um júri formado de críticos de cinema de todo o país, além do público. Participam da votação os filmes lançados em São Paulo no ano de 2013.

As exibições no Cine Sesc são acessíveis, e todos os filmes contam com audiodescrição e legendas open caption, além de nossas instalações fisicas serem adaptadas. Mais um diferencial do Festival é a itinerância: cidades do litoral e interior do estado de São Paulo, atendidas por Unidades do Sesc, recebem exibições de filmes participantes.

Prezamos por uma política de preços e acesso às informações que amplia a participação do público. Pioneiro em novos modelos de ação, o Sesc acredita na transformação social por meio de uma intensa ação cultural e o Festival vem ao encontro do compromisso da entidade com o desenvolvimento sociocultural brasileiro. Uma oportunidade única para os amantes da Sétima Arte!

Não foi tarefa fácil fazer cinema autoral e libertário no Brasil na década de 70, em plena ditadura militar. O que dizer então de um festival cujo intuito era, e ainda é, o de promover grandes obras contemporâneas e o livre diálogo entre a arte e seu público. Há 40 anos nascia o Festival Sesc Melhores Filmes, mostra cinematográfica mais tradicional da cidade de São Paulo.

"Já conquistei muitos prêmios, mas este é inigualável. Não faço cinema para os críticos e, sim, para o espectador". A frase do diretor José Mojica Marins é de 2009 (ano em que o cineasta foi aclamado por "A Encarnação do Demônio"), mas exprime bem o retrato deste festival que, ao longo dos anos, exibiu importantes longas-metragens do cinema nacional e internacional. Suas primeiras edições foram realizadas no Teatro Sesc Anchieta, no Sesc Consolação – reduto dos intelectuais paulistas da época. Lá, cinéfilos se reuniam para ver filmes e escolher os melhores do ano da sétima arte, nacionais e estrangeiros. Referências como Ismail Xavier, Carlos Motta, Biafora Rubens, Inácio Araújo, Rubens Ewald Filho, Eugenio Bucci e Leon Cakoff participaram das primeiras edições.

"Não há outro espaço em São Paulo que abrace tanto o cinema nacional", diz Sara Silveira, da Dezenove Produções – voltado para o cinema de autor – e uma das maiores produtoras do País.

Em 1980, o CineSesc já estava de casa nova, na rua Augusta, e o Festival inovou ao convidar o público, pela primeira vez, a participar da escolha dos filmes, representado inicialmente por um grupo de comerciários convidados. A escolha do público, além da crítica, foi bem recebida pelos frequentadores. A partir de 1992, o Festival Sesc Melhores Filmes começou a realizar uma cerimônia de premiação para os melhores filmes nacionais e estrangeiros. Em 2004, os votos passaram a ser feitos também pela Internet – o que tornou a votação ainda mais ampla. Em 2009, o festival incluiu mais duas categorias: fotografia e roteiro para os filmes nacionais. No mesmo ano estendeu sua programação para outras cidades do Estado dentro do programa Itinerância. No ano seguinte, se tornou o primeiro evento do gênero a disponibilizar sua programação com serviços que possibilitam o acesso de deficientes visuais (pela audiodescrição) e auditivos (legendagem open caption). Em 2011, foi a vez dos documentários entrarem para a competição.

"Com o festival, demos um passo importante para a cultura do documentário no Brasil", afirmou o cineasta Rodrigo Siqueira , que exibiu "Terra Deu, Terra Come" naquele ano.

Nesses quarenta anos, o festival coleciona memórias e é um nítido retrato da história de nosso cinema. A mostra cumpre a missão de promover ao público a chance de ver ou rever grandes filmes que passaram quase despercebidos, além de muitas obras que não tiveram nenhuma chance de ser exibidas nos cinemas quando lançados. Um festival de todos, para todos.

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