Trabalho de quem empresta os olhos aos cegos

O trabalho com audiodescrição começou em Pará de Minas, graças ao idealismo de um jovem, no ano de 2008. Hoje o trabalho cresceu e conta com uma sólida equipe além de muitas atividades. Rodrigo Campos Alves – 37 anos, é funcionário público e reside em Pará de Minas. Confessa que ficou muito incomodado quando, em 2008, fez um curso de tradução na UFMG. Pensou, então, numa forma de traduzir filmes em áudio para os portadores de deficiência visual. Havia pouca coisa sobre isso, naquele tempo, embora esse trabalho já existisse, nos Estados Unidos, desde 1975. A Partir do censo de 2010, Rodrigo constatou que, apenas em Pará de Minas, existem 194 deficientes visuais e 2.799 pessoas com baixa visão. Desde então, tem procurado, juntamente com sua equipe, produzir algo para garantir o acesso desse pessoal ao universo do cinema. Apaixonado pela sétima arte, Rodrigo deseja que todos possam usufruir das belezas desse meio de comunicação. Hoje, a profissão de audiodescritor, já é reconhecida pelo Ministério do Trabalho e as TVs abertas, por força de lei, devem transmitir 4h por dia com recursos de audiodescrição. Rodrigo foi um dos fundadores da Midiace (Mídia Acessivel), que tem sede em Pará de Minas. Trata-se de uma associação sem fins lucrativos e cujo objetivo é promover a acessibilidade para as mais variadas mídias. Ela dedica-se ao estudo sistemático e implementação da acessibilidade audiovisual para cidadãos deficientes visuais e auditivos através da audiodescrição para cegos e legendagem para surdos. Quem quiser conhecer melhor esse trabalho pode acessar o site: www.midiace.com.br ou falar diretamente com ele pelo e-mail: rodrigo@midiace.com.br.

Ouça esta entrevista:

Acompanhe outra entrevista do Padre Gabriel com Rodrigo Campos. por Padre Gabriel Fonte: Rádio Stilo FM

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