Audiodescrição do filme A Mulher Invisível – Uma Proposta de Tradução a Luz da Estética Cinematográfica e da Semiótica

As transformações da sociedade brasileira, especialmente nas últimas décadas, vêm consolidando a centralidade da discussão da inclusão de grupos sociais historicamente marginalizados. Desse amplo processo faz parte o crescente desenvolvimento da acessibilidade e seus mecanismos, como esforço para integrar uma parcela importante da população: as pessoas com deficiência.

A audiodescrição (AD), assim como outras formas de tradução audiovisual, desempenha papel importante como ferramenta de acessibilidade, e por isso mesmo vem ganhando destaque. Por outro lado, consolidação satisfatória da aplicação da AD no país, especialmente no contexto cinematográfico, necessita de esforços de convergência de aspectos técnicos e teóricos desses dois campos do conhecimento.

Neste trabalho dedica-se, nesse sentido, ao confronto da estética cinematográfica e da semiótica com os procedimentos da audiodescrição a fim de verificar como a influência do conhecimento daqueles fatores pode contribuir para formação e o trabalho do audiodescritor, utilizando como objeto de análise a obra fílmica “A mulher invisível” audiodescrita, para a qual se elabora uma proposta de um novo roteiro de audiodescrição tendo como base os conceitos de semiótica pierciana e a estética cinematográfica, bem como suas características relevantes que corroboram para compreensão da obra, como plano, enquadramentos e movimento de câmera, além do conjunto de elementos que a elas estão envolvidas, como narratologia e gramática do cinema e da familiaridade do espectador com o cinema.

Leia a íntegra da dissertação de Veryanne Couto Teles.

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