Plataforma Crítico reúne mais de 300 especialistas em materiais digitais acessíveis, produtos táteis e transcrição, Libras e audiodescrição

Acessibilidade é boa para todos e, por ser interdisciplinar, deveria fazer parte de todos os cursos universitários, para que os profissionais compreendam totalmente o universo das pessoas com deficiência. A avaliação é feita pela professora Mary Grace Pereira Andrioli, idealizadora da plataforma Critco, criada para tornar qualquer conteúdo acessível.

Plataforma Critco

“A Plataforma Critco nasceu da ideia de ser uma empresa que desse liberdade e ao mesmo tempo novas oportunidades a profissionais competentes, criando uma rede mútua de colaboração, aprendizagem e retorno financeiro justo para todos. Além disso, considera as demandas da sociedade atual por acessibilidade e tem como missão favorecer a produção de conteúdos acessíveis e a entrega ágil e de qualidade, diminuindo barreiras de tempo e espaço”, diz Mary Andrioli.

No ar há dois meses, o projeto já tem mais de 300 colaboradores em todo o Brasil, iniciativa da Engrenar, empresa que funciona no Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec) da Cidade Universitária da USP. Na próxima segunda-feira, 27, um evento para a imprensa, com presença do fundador da startup, Maurício Andrioli, apresenta oficialmente a ferramenta.

Para a professora, a escassez de acessibilidade, principalmente em materiais educacionais, é fruto da falta de conhecimento sobre as necessidades impostas por cada deficiência, mas ela destaca a tecnologia como forte aliada para reverter este quadro. “Houve muito avanço a partir de 2010, com mais pesquisas sobre esse tema e também com os professores mais próximos da tecnologia. Aproximadamente 80% dos docentes têm acesso a notebooks, tablets e smartphones. E, felizmente, esses dispositivos já são fabricados com aplicativos que respeitam as exigências universais de acessibilidade”, diz.

Pedagoga e mestra em acessibilidade, Mary Andrioli ressalta as estratégias usadas por professores para captar a atenção de alunos surdos como o ‘combustível’ para a criação, ainda no Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), na faculdade de pedagogia, de um software para proporcionar acesso de estudantes com deficiência ao conteúdo apresentado.

E para o caminho daqueles sem possibilidades de chegar à escola, Andrioli afirma tratar-se de uma carência de políticas públicas que vislumbrem como eliminar essa distância sem permitir que um possível isolamento prejudique o aprendizado.

Fonte: Blog Vencer Limites

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