Debate aberto sobre acessibilidade em salas de cinema

O portal Mundo Cegal e a Organização Nacional de Cegos do Brasil – ONCB, convidam para o debate aberto sobre a Consulta Pública da ANCINE. Os usuários com deficiência visual, os profissionais da Audiodescrição e os produtores do audiovisual que querem saber/conhecer/debater sobre as questões concernentes a Notícia Regulatória e Relatório de Análise de Impacto sobre acessibilidade nas salas de cinema, a hora é essa.

Inscrições abertas para o primeiro curso de audiodescrição em Maceió

Estão abertas as inscrições para o 1º CURSO DE TRADUÇÃO VISUAL COM ÊNFASE EM ÁUDIO-DESCRIÇÃO, Imagens Que Falam, EM Maceió – ALAGOAS, de extensão universitária, que será ofertado pelo Departamento de Letras da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) em parceria com a Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos em Alagoas (SEMUDH), a Associação Brasileira de Recursos Humanos em Alagoas (ABRH/AL) e o Instituto Guerreiros da Inclusão (IGI), e é devidamente cadastrado na PROEXT/UFPE, sendo ministrado por facilitadores Especialistas, Mestres e Doutores com reconhecida experiência nas áreas da Acessibilidade, Educação, Comunicação e Inclusão da Pessoa com Deficiência.

Fórum Audiovisual Mercosul discute acessibilidade no cinema

Você já esteve em alguma sessão de cinema com audiodescrição? Já parou para prestar atenção nas legendas para quem não ouve? O desafio de comunicar um filme a quem não vê ou não ouve é grande. E este é um dos temas que será trabalhado no FAM, durante o painel Acessibilidade no Cinema – Audiodescrição e Legendas para surdos e ensurdecidos, que será realizado nesta segunda-feira, a partir das 9h, no Centro de Eventos da UFSC, como parte do Fórum Audiovisual Mercosul. A entrada é franca.

Netflix investe em mais audiodescrição, mas só em inglês

A Netflix começou a oferecer audiodescrição em inglês a partir de abril, inicialmente com a série Marvel – Demolidor. Agora, para tornar a navegação mais fácil, todos os títulos com audiodescrição na Netflix são listados no site. Esse link aparece no rodapé da nova interface da Netflix, no momento com a tradução errada: "Descrição do áudio".

Falta de interesse dos produtores culturais em levar a acessibilidade à cultura

Há cerca de 15 anos a acessibilidade para surdos e cegos nos meios audiovisuais tem sido a causa pela qual luta a professora Vera Lúcia Santiago Araújo. É meta da pesquisadora permitir que os meios se adaptem à surdez e à cegueira incluindo as pessoas que passaram anos à margem dos eventos culturais. É trabalho (e desejo) dela fazer com que o surdo e o cego participem, por exemplo, de uma exposição de arte, de uma visita ao museu, de uma sessão de cinema, de um jogo de futebol. Por isso, a professora Vera investe nos trabalhos com audiodescrição, para cegos, e com legendagem e janela de Libras (a Língua Brasileira de Sinais), para surdos, além de expor a falta de interesse dos produtores culturais em levar a acessibilidade à cultura.

Tributo a Michael Jackson: espetáculo com acessibilidade para surdos e cegos

Em um cantinho ao lado do palco, Rafaella Sessenta, 32, alonga braços e pernas. Posiciona-se frente a uma câmera e aguarda a largada: o início de um show em tributo a Michael Jackson, realizado no domingo (31/5) em São Paulo. Rafaella é tradutora de libras (Língua Brasileira de Sinais) e trabalha em eventos culturais há oito anos. Ela diz que é preciso traduzir ao público surdo as letras e também o ritmo das músicas. Para entrar na cadência do astro do pop, dança junto (até mimetiza as mãos arqueadas de "Thriller") e imita o tocar de instrumentos que se sobressaem: faz gestos de um bateristas, dedilha uma guitarra. Enquanto isso, a audiodescritora Livia Motta, 62, fica em uma cabine, ao fundo da plateia. Sua função é narrar aos espectadores cegos, munidos de fones de ouvido, o que acontece sobre o palco. No roteiro, conta ela, também faz um histórico sobre as músicas, o artista e a coreografia do espetáculo.

Programa de formação de atores incorpora audiodescrição ao currículo

O lançamento do espetáculo Bença marca uma ação inédita no Brasil: a incorporação da audiodescrição como atividade sistematizada de um programa de formação de atores. Todo o processo foi realizado por integrantes da Universidade LIVRE de Teatro Vila Velha. A peça Bença permanece em cartaz de sexta a domingo, até 14 de junho, no Teatro Vila Velha, e a audiodescrição é oferecida ao público sempre aos sábados (20h) e domingos (19h).