Teatro Vila Velha apresenta 5 peças com audiodescrição

O Projeto Matéi, da Universidade Livre do Teatro Vila Velha, apresenta cinco peças do romeno Matéi Visniec, dirigidas por Marcio Meirelles. Nos meses de julho e agosto, o público baiano terá a chance de assistir,de uma única vez, a cinco peças escritas pelo romeno Matéi Visniec, um dos dramaturgos contemporâneos mais aclamados pela crítica internacional. Com todos os espetáculos dirigidos pelo encenador Márcio Meirelles, o Projeto Matéi traz as obras Fronteiras, Agorafobias, Deserto, A História dos Ursos Pandas, além do monólogo As Palavras de Jó, que marca o retorno de Meirelles ao palco após 36 anos distante do trabalho de ator. O projeto ocupa o Teatro Vila Velha de quarta a domingo e todas as peças são acessíveis para deficientes visuais através do recurso da Audiodescrição.

Márcio Meirelles

Com o Projeto Matéi, o Teatro Vila Velha chega ao número de 15 produções teatrais próprias, realizadas em pouco mais de dois anos. As últimas dez peças alcançaram um público de 12 mil pessoas e mobilizaram 152 profissionais – deste número 84 atores e 68 trabalhadores em áreas de gestão, técnica, divulgação, preparação, entre outras. Os trabalhos, 14 deles realizados com recursos próprios, tem sido a forma que o Vila tem encontrado para responder às crises econômica e de público. “Invertemos esta lógica que tem tornado os artistas dependentes dos editais e patrocinadores. Nosso trabalho é o investimento e o produto gerado é que vai nos dar o retorno financeiro. Estamos buscando meios de tornar isso tudo sustentável”, comenta Marcio Meirelles, diretor artístico do Vila. As produções têm tido como motor a universidade LIVRE de teatro vila velha, programa de formação de atores criado em 2013 que vem proporcionando aos participantes experiências dentro e fora do palco.

A Audiodescrição é feita, em todas as etapas, por atores da Universidade Livre do Teatro Vila Velha, coordenados por Iracema Vilaronga da ACESSU: Acessibilidade Universal, também atris da Livre que atua nos espetáculos.

Fronteiras – quartas às 20 h
O espetáculo parte de quatro situações curiosas para provocar reflexões sobre as guerras que assolam o mundo. Em “Blasfêmias”, um cidadão espera um trem que nunca chega à estação e, enquanto espera, questiona aquela situação e o sistema sem respostas. Em “Pense que Você é Deus”, dois garotos munidos de um fuzil buscam sua próxima vítima em meio às ruas e edifícios da cidade. Em seguida, em “A Volta para Casa”, um general acorda os mortos em um campo de batalha e tenta organizá-los em um grande desfile de volta a sua pátria. Por fim, no conto intitulado “Espere o Calorão Passar”, uma mulher com uma criança aos braços tenta cruzar a fronteira até o território dos direitos do homem.

Agorafobias – quintas às 20 h
Em Agorafobias, o teatro do absurdo de Matéi Visniec serve às reflexões sobre as relações humanas e a tensão entre indivíduo e sociedade. Inicialmente, o público é transportado para dentro de um presídio, onde constata-se que “O país está consternado”. Em seguida, o espectador se vê dentro de um workshop sobre como mendigar de maneira eficiente. Prosseguindo, se depara com “O homem cuja ferida é um espelho”. Na cena seguinte, encontra uma garçonete histérica, que mais parece uma “Máquina de pagar contas”. Ao final, a encenação provoca uma experiência sensorial ao público, que acompanha o enredo como o homem cego que protagoniza a cena ao lado de seu cão-guia.

Deserto – sextas às 20 h
Neste espetáculo, que reúne seis cenas independentes, o deserto pode ser o cenário ou estar presente como uma metáfora. Aqui, as situações servem de pretexto para reflexões sobre o sentido da vida e da morte, o valor das coisas e das pessoas, e sobre o tempo. “Carona”, “Sanduíche de Frango”, “Não Sou Mais Sua Coelhinha”, “Um Café Longo, um Pouco de Leite Separado e um Copo D’Água” e “A Grande Ressaca” abusam das imagens e da ironia, típicas do dramaturgo Matéi Visniec.

A história dos ursos Pandas – sábados às 20 h
Numa manhã, dois jovens acordam na mesma cama e não se lembram como foram parar lá. Os dois decidem iniciar uma relação e fazem o acordo de passar apenas nove noites juntos e separar-se logo em seguida. As nove noites passam lentamente e parecem uma vida inteira, que abriga alegrias, descobertas, desilusões, novos e velhos rituais de amor.

As palavras de Jó – domingos às 19 h
“Sim, eu acredito no homem”, diz Jó, incansável, após inúmeras tentativas dos homens de que ele desistisse da humanidade. A partir de uma provocação do próprio autor da peça, o dramaturgo romeno Matéi Visniec, o encenador Márcio Meirelles aceita o desafio de subir no palco, após 36 anos distante do trabalho de ator. Neste espetáculo, Meirelles reafirma a convicção de que ainda é necessário acreditar no ser humano.

Teatro Vila Velha: Av. Sete de Setembro, s/n – Passeio Público – Campo Grande – Salvador – Bahia – Brasil – 71 3083-4600

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