Criada a Associação Gaúcha de Audiodescritores (Agade)

A manhã desta sexta-feira(24) pode ser considerada como um marco histórico na categoria dos audiodescritores gaúchos, com a criação da Associação Gaúcha de Audiodescritores (Agade). A assembleia para conhecimento do estatuto, criação e aprovação da associação foi debatida entre os profissionais, com o intuito de constituir uma instituição que representasse e defendesse o interesse dos audiodescritores e promover a qualidade da audiodescrição dentro do Estado, ou seja, quem pode fazer e como deve ser feita a audiodescrição. A reunião aconteceu na sede administrativa da Faders Acessibilidade e Inclusão, entidade que apoia a criação dessa associação a fim de promover a audiodescrição como direito de todos os cidadãos que dela a necessitam.

Associação Gaúcha de Audiodescritores (Agade): Audiodescritores reunidos com o presidente da Faders Acessibilidade e Inclusão, Roque Bakof

Durante o ato, foi decidida a diretoria administrativa que vai atuar durante a primeira gestão da Associação Gaúcha de Audiodescritores (Agade): como presidente, o audiodescritor e servidor da Faders Acessibilidade e Inclusão, Jorge Amaro, o vice-presidente é o audiodescritor consultor, Felipe Mianes, o tesoureiro é o empresário e produtor cultural, Sid Schames e a secretária executiva é a audiodescritora Kemi Oshiro.

De acordo com o presidente da Associação Gaúcha de Audiodescritores (Agade), Jorge Amaro, como a audiodescrição trata de um tema que ainda carece de algumas regulamentações, um tema que está em construção na sociedade, muitas vezes não é reconhecido como direito pelo próprio usuário. "Então a gente precisava, enquanto audiodescritores, enquanto categoria, pensar mecanismos juntos, por isso a proposta foi justamente essa, que precisamos de uma entidade que nos represente, daí foi criada a AGADE, que vai ter essa missão de representar a categoria perante as instituições e o poder público", afirma Jorge.

Ainda segundo Amaro, a entidade simboliza um passo muito importante dentro da categoria, já que não há registros, no âmbito estadual de qualquer outra instituição que atue pela audiodescrição. "É uma associação que representa um grupo, uma ideia coletiva que a gente entende que o direito da audiodescrição deve ser garantido e, para isso, ele vai precisar de um profissional bem capacitado, ofertar a qualidade e a garantia de um direito das pessoas com deficiência visual e pessoas com baixa visão", finaliza o presidente da Associação Gaúcha de Audiodescritores (Agade).

A associação nasce de um ideal coletivo, onde os audiodescritores entenderam que precisam de uma entidade que representasse os seus direitos. A Faders Acessibilidade e Inclusão acolheu de forma positiva a demanda desse setor, ajudando tanto na estrutura, quanto na viabilização dessa associação.

O presidente da Faders Acessibilidade e Inclusão, Roque Bakof, reuniu-se pela primeira vez com os audiodescritores para organizar o primeiro Seminário Regional de Audiodescrição, que aconteceu em Gravataí, no dia 01 de junho. Na manhã desta sexta-feira, também foi avaliada a efetividade do primeiro seminário, e já está sendo organizado o minicurso de audiodescrição, promovido pela Faders Acessibilidade e Inclusão com o apoio da Agade e a segunda edição do Seminário Regional de Audiodescrição, com a realização em Pelotas no início de agosto.

A parceria entre a FADERS e a Associação Gaúcha de Audiodescritores (Agade) sai cada vez mais fortalecida, através das contribuições de ambas as entidades.

Fonte: ASCOM/Faders Acessibilidade e Inclusão

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