Quando Papai Noel se Vestiu de Audiodescritor

Jamais esquecerei opresente que ganhei do Papai Noel em 2016. Era 25 de dezembro, à noite, e depois de me informar com os colegas de um grupo de cegos do qual participo no WhatsApp, pedi a minha irmã que encontrasse a opção de audiodescrição na nossa TV.

Encantos e Desencantos no Reino da Audiodescrição

Pelo segundo ano consecutivo, o espetáculo de Natal apresentado no Palácio Avenida, em Curitiba, contou com o recurso de audiodescrição. O empreendimento a cargo do Instituto Sensorial deu asas ao “espírito livre” sob a égide de uma presumível inovação pela participação inusitada de uma pessoa cega na cabine como locutora em parceria com o audiodescritor. A novidade chamou a atenção do público, ganhou publicidade e provocou o posicionamento crítico dos profissionais que se distinguem pela expertise nesta área do conhecimento. Dentre estes profissionais, destacamos a nossa atuação como consultores em audiodescrição, atividade desenvolvida por pessoas com deficiência visual (cegueira ou baixa visão) devidamente qualificadas para realizar a avaliação técnica da qualidade, eficácia, pertinência e funcionalidade do produto audiodescrito.

Universidade desenvolve aplicativos para pessoas com deficiência

Aplicativo de audiodescrição e tradução simultânea para espetáculos ao vivo e um sistema que dá autonomia a deficientes visuais em ambientes naturais, são tecnologias a serviço das pessoas com deficiência que estão em desenvolvimento na Universidade Carlos III de Madrid, em parceria com empresas do setor privado e instituições especializadas no atendimento de pessoas com deficiência visual ou auditiva.

Oficinas Acessibilidade nos Espaços de Cultura

Como parte da programação da Semana Inclusiva, o CineSesc oferece oficinas sobre acessibilidade em espaços de cultura. Serão 5 encontros com a participação de diversos profissionais que abordarão as melhores formas para garantir o acesso aos espectadores com deficiência.

Fotografia Tátil: reprodução 3D para deficientes visuais

Permitir que deficientes visuais fotografem e depois “vejam” o resultado do trabalho é a proposta do projeto “Fotografia Tátil”, desenvolvido no Departamento de Arquitetura e Urbanismo (DAU) da Universidade Federal do Ceará (UFC). A ideia é do professor Roberto Vieira, do curso de design, que criou obras de arte e as expôs com as fotografias produzidas pelos deficientes visuais.

Lei Rouanet e a acessibilidade

A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência (CPD) da Câmara Federal, aprovou, nesta quarta-fera, dia 29, o parecer do deputado Valadares Filho (PSB-SE) pela aprovação de Projeto de Lei que torna obrigatória a inserção de audiodescrição, legendagem e Libras nas obras cinematográficas de curta e média metragem financiadas por meio da Lei do PRONAC (Programa Nacional de Apoio à Cultura), a Lei Rouanet.