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Oficina de audiodescrição: depoimento de quem participou

Estive em uma Oficina de Audiodescrição, em Porto Alegre, que além de recarregar as energias, pois lá reside meu filho e alguns amigos eternos, tive o prazer inigualável de conhecer o trabalho de duas pessoas maravilhosas: Kemi Oshiro e Mimi Aragón. Essas duas mulheres, podeROSAS como nós, desistiram de suas carreiras como jornalista e publicitária, para se dedicarem a fazer audiodescrição a pessoas com deficiência visual.

Novas e antigas profissões

Com o avanço tecnológico e a mudança de hábitos, atividades tradicionais desaparecem e cedem lugar a novas formas de trabalho, muitas delas inimagináveis há poucos anos. O sapateiro, o alfaiate e o ascensorista são profissionais cada vez mais escassos. Enquanto isso, novos campos de atuação ganham espaço no mercado como o audiodescritor, por exemplo.

O encantamento de um cinéfilo com a audiodescrição

Um mundo sem imagem, mas não sem poesia! Estou sentado, sozinho, na sala escura. Uma voz de homem, muito calma, fala em meu ouvido: “Fundo preto, letras brancas, sobem os créditos”. Uma hora e meia mais tarde, a voz do homem, calma, mas com um tom levemente embargado, diz: "A cova de May está rodeada de pessoas do álbum de fotografias".

Previsão do tempo na TV: instável para pessoas cegas

Quem não convive com uma pessoa com deficiência visual dificilmente vai compreender o mecanismo utilizado por elas para acessar as informações veiculadas pela televisão. A capacidade de receber essa informação vendo e ouvindo simultaneamente, traz o entendimento de que esses sentidos estão integrados. Seria redundância, por exemplo, ler o número do telefone que aparece no rodapé da tela ao invés de convidar o telespectador a ligar para “o telefone que aparece no vídeo”. Além disso, cria-se a ideia de que em televisão, tempo é dinheiro, usando essa justificativa para expluir milhares de pessoas que, por qualquer motivo, não conseguem ler. E quando o assunto é previsão do tempo…

Os dois lados do cérebro: por AsArtesdaRosa, Rosa Santos

Acostumada a exercitar o lado direito do cérebro, necessitava exercitar o lado esquerdo e suas possibilidades. Iniciei o aprendizado de duas línguas, descobri que posso “brincar” com palavras sem danos a minha comunicação, até criar verbetes (em português, por enquanto) na via da liberdade literária, criando e escrevendo poemas.

Pessoas com deficiência também precisam se divertir

Muito se fala na empregabilidade da pessoa com deficiência, na educação inclusiva, na sexualidade, na acessibilidade e mobilidade urbana, no acesso à saúde e até nas adaptações veiculares. Vemos a todo momento, notícias sobre o desrespeito aos direitos das pessoas com deficiência mas, muitas vezes, nos esquecemos de que são seres humanos e possuem desejos, necessidades, medos e alegrias como qualquer outra pessoa. Somos assunto, tema de debates, passeatas e de tratados internacionais, mas queremos ser mais do que isso!

Protagonismo da pessoa com deficiência visual em busca da audiodescrição

Nos últimos meses me dediquei exclusivamente aos cursos de formação de professores, tendo atuado, simultaneamente, em três municípios no interior de São Paulo: Caraguatatuba, Tremembé e Cruzeiro. Apesar de ministrar cursos de Braille para professores desde 2006, esses três, em especial, tiveram algo de diferente e de muito inovador. Foi a primeira vez que, em uma formação presencial, adotei a disciplina de audiodescrição (AD), dedicando um dos nossos encontros para apresentar esse recurso aos cursistas videntes. Pretendo registrar aqui o motivo pelo qual passei a investir muito na divulgação da AD entre os profissionais da educação e o público em geral.

O audiodescritor, suas faces e apetrechos

A produção sobre a audiodescrição, aqui no Brasil, cresce significativamente: são dissertações, teses, livros e artigos que são disseminados em sites, blogs, publicações e revistas em formato digital ou impresso. Mas… e a figura que dá vida a esta técnica? Ou será que é uma arte? Muitos a definem como tecnologia assistiva, recurso ou mesmo ferramenta de acessibilidade. Seja qual for o nome, continua a pergunta: quem é o audiodescritor? O que ele faz, mesmo, de verdade? E como faz?

Cinema é direito de todos

Há cerca de 10 anos, Ronaldo Alex marcou com uma amiga de ir ao cinema ver "O Irmão Urso". Um evento simples, mas que marcou sua vida. "Ele não tinha sentido. Eu sei que ele não fez por maldade, provavelmente foi mais curiosidade, mas me causou um impacto", conta ele sobre a abordagem de um estranho à porta do cinema.