Audiodescrição virtual – opinião de um escritor

Vivemos uma era de excessos que privilegia a quantidade em detrimento da qualidade. Capturamos cardumes de amizades nas redes sociais, mas amigos virtuais não costumam oferecer ombros amáveis para chorar as mágoas nem braços para nos amparar. Carregamos nos bolsos pequenos dispositivos que armazenam mais músicas do que aquelas que somos capazes de escutar, mas o som primoroso que a agulha bordava nos sulcos do vinil, como diria o corvo: nunca mais. Nossos aparelhos de televisão recebem o sinal de centenas de canais e o supervalorizado polegar opositor, que já nos colocou no topo da escala evolutiva, foi condenado a zapear eternamente à procura de algum programa que mereça atenção. Almoçamos diariamente em bufês livres onde a promiscuidade de sabores e aromas entorpece o olfato e o paladar. O baixo custo do cinema digital traz à tona mais joio do que trigo, revelando alguns realizadores que valeria a pena continuar a ignorar. Proliferam os blogues literários onde é possível garimpar pouquíssimos diamantes, outras pedras preciosas ainda por lapidar e muita pedra bruta no meio do caminho, daquelas que fariam jus a outra modalidade de lapidação. Temos fácil acesso a tanta informação que chegamos a confundi-la com conhecimento, esquecendo que o conhecimento exige a seleção, a filtragem e a elaboração da informação através de um processo que não é raro que exija a mediação de um orientador, um mestre, um professor.

A audiodescrição em análise

Entrevista com Anaysa Raquel sobre o projeto "Ouço, Logo Vejo", que tem como objetivo a implementação da audiodescrição em todas as manifestações artísticas e culturais de Portugal.

Fones de ouvido proporcionam cores em peças de teatro para deficientes visuais

Zezé Macedo entra no palco como Fonfunácia: peruca black power, vestido curto e decotado com enchimentos nos seios. Rebola, desce para o meio da plateia e exibe seus dotes físicos. Diz que vai se fazer de envergonhada na noite de núpcias e põe a mão no rosto, fingindo timidez. O público enlouquece, entre eles 20 deficientes visuais que não podem ver a feia figura (inclusive o autor deste texto). Visualizam a personagem com a ajuda de fones de ouvido, por meio do qual uma voz conta tudo o que está acontecendo no palco.

Fortaleza discute plano de educação em direitos Humanos: evento será audiodescrito

A Secretaria de Direitos Humanos de Fortaleza (SDH), através do Eixo de Educação e Direitos Humanos, realiza neste sábado (24), o seminário "Educar pra ter Direitos", que inicia o processo de construção do Plano de Educação em Direitos Humanos de Fortaleza. O seminário será realizado no auditório da Faculdade Integrada do Ceará (FIC), de 8 às 17h. Fortaleza é a primeira cidade no País a construir um Plano de Educação em Direitos Humanos.

LEVE terá todas as sessões com audiodescrição e lingua de sinais

A beleza de dançar para um público amplo, incluindo pessoas com deficiência visual e auditiva, presenças diversas, criando outras percepções e novos sentidos e sentimentos na troca com a plateia e também no corpo do bailarino. A nova temporada do premiado espetáculo de dança Leve;, encenado pelas bailarinas Renata Muniz e Maria Agrelli, do Coletivo Lugar Comum, começa neste mês de março, no Hermilo Borba Filho, com uma proposta inovadora. Todas as sessões da temporada, que vai até 04 de maio, contarão com audiodescrição e intérprete de LIBRAS, levantando a discussão valiosa e urgente sobre a acessibilidade nas artes, com um debate aberto a artistas, educadores e ao público em geral no final do percurso.

Criado Centro de Formação, Produção e Difusão Audiovisual

A manhã desta quarta-feira, 21, foi histórica para o setor audiovisual de Vitória da Conquista. O grande marco do dia foi a assinatura do convênio de cooperação técnica e administrativa para implantação do Centro de Formação, Produção e Difusão Audiovisual no município. O convênio foi assinado pelo Governo Municipal e pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia/Uesb durante reunião realizada no Gabinete Civil com o cineasta, escritor, diretor teatral e jornalista, Orlando Senna.

UERJ inaugura auditório acessível

O Reitor da UERJ, Ricardo Vieira Alves, inaugura o primeiro e único auditório acessível das universidades públicas fluminenses totalmente equipado para realização de eventos internacionais com tradução simultânea, além de audiodescrição de filmes e vídeos para deficientes visuais, no dia 22 de março. O espaço, financiado pela FAPERJ, conta ainda com adaptações de acessibilidade para portadores de deficiência. Esta é uma realização do Departamento Cultural da Sub-Reitoria de Extensão e Cultura da universidade em parceria com o Departamento de Cooperação Internacional, que optaram por batizar o novo equipamento em homenagem ao grande compositor da Mangueira, Cartola.

As Mimosas da Praça Tiradentes: reportagem de Deborah Prates

O objetivo desse trabalho foi interatuar com o público/sociedade, na intenção de misturar pessoas COM e SEM deficiência numa cultura de cooperação, de forma a agigantar a rede da solidariedade. Entrevistei pessoas, inclusive os artistas, perguntando o que sabiam sobre a audiodescrição, legendas e interpretação em LIBRAS. Sobre a audiodescrição fiquei espantada de ouvir a expressão "NADA". Creio nesse trabalho artesanal e de formiguinha para provocar a mudança de hábitos. ACESSIBILIDADE ATITUDINAL JÁ! Deborah Prates.

RBTV agora faz parte do Sistema QUALIS

A RBTV agora faz parte do sistema Qualis da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), o que vale dizer que está indexada e reconhecida como uma revista de cunho científico, conforme ademais ela se define em sua apresentação: A Revista Brasileira de Tradução Visual é uma publicação eletrônica, trimestral, independente e de acesso gratuito. Destina-se à divulgação científica, artística e tecnológica, nos campos da pesquisa e do desenvolvimento, da educação e do trabalho.