Prazo correndo, mas impasse na Ancine continua

Misako estuda cada detalhe do filme, passa dias tentando traduzir em palavras o “céu pálido” visto na tela. Ela não deve interferir no entendimento da película, não pode invadir a fala dos personagens nem expressar opiniões pessoais. Tem de estar presente e ausente ao mesmo tempo. Seu desafio é fazer com que cegos ou pessoas com a visão reduzida entendam a trama e, mais, se emocionem.

Regulamentada a acessibilidade em salas de espetáculos

Dois normativos presidenciais, publicado neste mês de junho, indicam a aplicação das normas do Estatuto da Pessoa com Deficiência, instituído pela Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência 13.146/2015.

PL 5156/2013 dispõe sobre a regulamentação da profissão de audiodescritor

Ementa: Dispõe sobre a regulamentação da profissão de audiodescritor.
Autor: Eduardo Barbosa – PSDB/MG.
Apresentação: 14/03/2013.
Forma de Apreciação: Proposição Sujeita à Apreciação Conclusiva pelas Comissões – Art. 24 II.
Regime de Tramitação: Ordinária (Art. 151, III, RICD).
Última tramitação: 17/05/2018.
Situação: Aguardando Parecer do Relator na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP),Dep. Sílvio Costa (Avante – PE).

Copa do Mundo da Rússia também terá audiodescrição

A Copa do Mundo na Rússia vai repetir um recurso de acessibilidade para torcedores com deficiência utilizado nos últimos torneios promovidos pela FIFA. trata-se de uma narração especial para cegos e deficientes visuais. O recurso consiste em um profissional especializado em audiodescrição que relata tudo o que acontece durante o jogo para quem não consegue captar todos os detalhes. O serviço de audiodescrição para torcedores com deficiência visual já se tornou requisito obrigatório em todas as copas, sendo oferecido nos torneios disputados na Alemanha, Japão/Coréia, África do Sul e Brasil.