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Acessibilidade nas salas de cinema: agora é pra valer?

O diretor-presidente da Ancine, Christian de Castro, e o secretário-executivo João Pinho, visitaram nesta segunda-feira (17) o gabinete da primeira-dama Michelle Bolsonaro para uma conversa sobre acessibilidade nas salas de cinema. Durante o encontro, a Ancine apresentou uma linha do tempo contendo os marcos legais que regulam a acessibilidade no audiovisual.

Acessibilidade nos cinemas virou caso de justiça

Em decisão liminar, o juiz da 14.ª Vara Cível de São Paulo determinou que, a partir de março de 2019, as salas de cinema de todo o País deverão ter tecnologias de acessibilidade para pessoas com deficiência visual ou auditiva. Cabe recurso. De acordo com a decisão, o governo federal deverá apresentar em 30 dias um plano com as complementações técnicas necessárias e um cronograma que envolva a fase de testes até a implementação das tecnologias de audiodescrição, janelas para intérpretes de Libras e legendas descritivas (closed caption). Em caso de descumprimento da ordem, uma multa diária de R$ 10 mil foi fixada.

Prazo correndo, mas impasse na Ancine continua

Misako estuda cada detalhe do filme, passa dias tentando traduzir em palavras o “céu pálido” visto na tela. Ela não deve interferir no entendimento da película, não pode invadir a fala dos personagens nem expressar opiniões pessoais. Tem de estar presente e ausente ao mesmo tempo. Seu desafio é fazer com que cegos ou pessoas com a visão reduzida entendam a trama e, mais, se emocionem.

Saga da audiodescrição no cinema

O cinema caiu no gosto do brasileiro. Em 2017, 181 milhões de pessoas geraram uma receita de R$ 2,7 bilhões para o setor. Embora cresça gradativamente nos últimos anos, parte do público local é privado do ‘show’. Em um imbróglio que se estende há anos, deficientes visuais e auditivos lutam pelo direito de frequentar as salas em pé de igualdade com as demais pessoas, mas parece que, assim como foi para a televisão, deficientes visuais agora terão de enfrentar a saga da audiodescrição no cinema.

Redes Sociais Reclamam Contra Decisão da Ancine

Pelas redes sociais, cegos e surdos reclamam contra decisão da Ancine. As pessoas cegas ou surdas continuarão a serem presenças raras nos cinemas brasileiros. Ao menos nos próximos 11 meses. Recursos como legendagem descritiva, audiodescrição e libras estarão disponíveis nos cinemas nacionais somente a partir de 16 de novembro deste ano. A medida era para entrar em operação em novembro de 2017. A universalização das medidas inclusivas deverá ser concluída até 2019.

Adiado o prazo para acessibilidade nos cinemas

Prazo para que salas comerciais de cinema ofereçam recursos de acessibilidade visual e auditiva foi estendido até 16 de novembro de 2018 pela Agência Nacional do Cinema (Ancine). Até 16 de setembro de 2019, todos os complexos e salas de cinema devem estar adequados às necessidades. Entre as opções que devem ser oferecidas pelos cinemas estão legendagem, legendagem descritiva, audiodescrição e Libras (Língua Brasileira de Sinais). Agência atendeu a pedido de exibidores por mais tempo para a definição de padrões técnicos

Acessibilidade nas plataformas de vídeos sob demanda

A Agência Nacional do Cinema – ANCINE apresentou ao Conselho Superior do Cinema o relatório da Consulta Pública realizada e um conjunto de recomendações para a regulação dos serviços de vídeos sob demanda no Brasil. As recomendações, aprovadas pela Diretoria Colegiada da ANCINE e apresentadas em reunião realizada nesta terça-feira, 16 de maio, em Brasília, foram consolidadas pela agência após estudos sobre experiências internacionais e de um debate público que contou com a participação ativa de agentes do mercado audiovisual e da sociedade, por meio de contribuições enviadas para a Consulta Pública de uma Notícia Regulatória sobre a comunicação audiovisual sob demanda.

Termo de Recomendações de acessibilidade para exibidores e distribuidores de cinema

No segundo semestre de 2016, a ANCINE instalou uma Câmara Técnica com a participação de representantes dos segmentos de distribuição e exibição para acompanhar a implementação e validar as tecnologias de provimento dos recursos de acessibilidade visual e auditiva nas salas de cinema brasileiras. Os trabalhos foram concluídos este mês, com a publicação de um Termo de Recomendações que estabelece os parâmetros mínimos a serem observados para a distribuição e exibição de conteúdo acessível nas salas de exibição. O documento apresenta especificações técnicas recomendadas a empresas distribuidoras, exibidoras e provedoras de soluções de acessibilidade determinando um padrão a ser seguido no provimento dos serviços de acessibilidade auditiva e visual.

Câmara Técnica da Ancine finaliza regulamentação para acessibilidade em salas de cinema

A Ancine e o setor decidiram quais vão ser os tipos de arquivos com audiodescrição (para cegos) e Libras (para surdos) que vão acompanhar as cópias entregues às salas. "Vamos fornecer um tablet com película que não dá reflexo. Cada usuário vai sentar onde quiser. Se vai incomodar os vizinhos, não sabemos", diz Luiz Severiano, presidente da rede Kinoplex.