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Acessibilidade nos cinemas virou caso de justiça

Em decisão liminar, o juiz da 14.ª Vara Cível de São Paulo determinou que, a partir de março de 2019, as salas de cinema de todo o País deverão ter tecnologias de acessibilidade para pessoas com deficiência visual ou auditiva. Cabe recurso. De acordo com a decisão, o governo federal deverá apresentar em 30 dias um plano com as complementações técnicas necessárias e um cronograma que envolva a fase de testes até a implementação das tecnologias de audiodescrição, janelas para intérpretes de Libras e legendas descritivas (closed caption). Em caso de descumprimento da ordem, uma multa diária de R$ 10 mil foi fixada.

ExpoCine 2018 terá audiodescrição e Libras

A ExpoCine 2018 contará com recursos de acessibilidade de audiodescrição e tradução em LIBRAS para as palestras dos dias 3,4 e 5 de outubro. A novidade é uma parceria com a Acensia, startup de acessibilidade que nasceu da ONG Instituto Sensorial.

Saga da audiodescrição no cinema

O cinema caiu no gosto do brasileiro. Em 2017, 181 milhões de pessoas geraram uma receita de R$ 2,7 bilhões para o setor. Embora cresça gradativamente nos últimos anos, parte do público local é privado do ‘show’. Em um imbróglio que se estende há anos, deficientes visuais e auditivos lutam pelo direito de frequentar as salas em pé de igualdade com as demais pessoas, mas parece que, assim como foi para a televisão, deficientes visuais agora terão de enfrentar a saga da audiodescrição no cinema.

Sessão Azul: cinema adaptado para criança autista

Falta muita compreensão e informação diante do comportamento das crianças com espectro autista. Isso muitas vezes faz com que as famílias não saiam de casa com as crianças. Sair de casa já é uma dificuldade, e ainda temos que lidar com situações que não são causadas por nossos filhos, mas sim pelo preconceito dos outros. Ainda assim, definitivamente, ficar em casa não resolve o problema. O relato é de Amanda Marchioreto, psicopedagoga e mãe do Leonardo, que tem cinco anos e foi diagnosticado com transtorno do espectro autista aos três. A família mora em São Paulo e costuma frequentar alguns espaços culturais como as feiras da Praça Elis Regina, Parque da Água Branca, parques de jogos eletrônicos e Sesc Pompeia, na zona oeste da cidade. E, desde 2015, passaram a ir também ao cinema, pois nasceu o projeto "Sessão Azul – sessões de cinema adaptadas para crianças com distúrbios sensoriais e suas famílias", criado pelas psicólogas Carolina Salviano e Bruna Manta e pelo gerente de projetos de TI (tecnologia da informação) Leonardo Cardoso.

Câmara Técnica da Ancine finaliza regulamentação para acessibilidade em salas de cinema

A Ancine e o setor decidiram quais vão ser os tipos de arquivos com audiodescrição (para cegos) e Libras (para surdos) que vão acompanhar as cópias entregues às salas. "Vamos fornecer um tablet com película que não dá reflexo. Cada usuário vai sentar onde quiser. Se vai incomodar os vizinhos, não sabemos", diz Luiz Severiano, presidente da rede Kinoplex.

ExpoCine 2016 destaca tecnologias de acessibilidade para salas de cinema

Em 2017, 50% dos cinemas das redes com mais de 21 salas deverão estar equipados com tecnologias capazes de fornecer conteúdo acessível a deficientes visuais e auditivos. Para os exibidores menores, 30% das salas serão obrigadas a apresentar estes recursos no mesmo prazo. E, em 2018, todos os complexos de cinema do País precisarão estar completamente adaptados a esta realidade. Face a esta obrigação, a Expocine 2016 tem como foco a acessibilidade em salas de cinema para pessoas com deficiência, apresentando todas as novidades em tecnologias para o setor.

Instrução Normativa 128 de 2016 da ANCINE

Em evento realizado ontem, 15 de setembro, na ANCINE, foram anunciadas as normas e os critérios constantes da Instrução Normativa 128 de 2016, que regulamenta o provimento de recursos de acessibilidade visual e auditiva nos segmentos de distribuição e exibição cinematográfica.

Movies Anywhere: aplicativo de audiodescrição da Disney

Cada vez mais empresas percebem que pessoas com deficiências também são consumidores. A Netflix levou anos e foi criticada veementemente, mas enfim fez o dever de casa e introduziu audiodescrição em seu catálogo. O que as companhias têm entendido é que essas pessoas não querem piedade, não querem o peixe e sim a vara de pescar. Forneçam as ferramentas e eles se viram. Foi o que fez a Disney, que lançou nova versão do aplicativo Disney Movies Anywhere.