Postagens do assunto: Entrevistas

Aline Correia: Audiodescrição traduz imagens em palavras, expressões em sentimentos

Imagine a seguinte cena em um filme: um nadador se atira na piscina de cabeça. Imaginou? Mas, e se você soubesse que a câmera estava posicionada dentro da água? Muda tudo não é? Pois dar ao cego a exata dimensão de uma cena no cinema, por exemplo, é apenas uma das funções da audiodescrição, que traduz imagens em palavras, expressões em sentimentos, afirma a audiodescritora paraense Aline Correia.

Aacessibilidade não é privilégio, é direito

Desde março, a jornalista Melina Cardoso se prepara para colocar em prática o aprendizado sobre acessibilidade em peças audiovisuais. Na última terça-feira (9/9), a TV Folha exibiu a primeira reportagem dela com audiodescrição e legendas, tendo como personagem o radialista Alberto Pereira, que conta a história do cão-guia Simon, que está próximo de se aposentar.

Lara Pozzobom fala sobre seus projetos de acessibilidade

Dar acesso a pessoas com deficiência transformou-se numa constante da carreira da produtora Lara Pozzobom, também diretora da Lavoro Produções. Ela é uma das responsáveis pelo projeto Teatro Acessível, que chegou a Belo Horizonte, no Teatro Oi Futuro Klauss Vianna, e permitiu que um público diferente pudesse frequentar peças teatrais sem restrições. Nessa entrevista, ela fala sobre sua trajetória, seus projetos de acessibilidade e o futuro.

Lei Brasileira da Inclusão

A deputada federal Mara Gabrilli falou para o Plantão da Organização Nacional de Cegos do Brasil sobre a tramitação e benefícios que a "Lei Brasileira da Inclusão" trará para as pessoas com deficiência. Entre eles, vai respaldar juridicamente punições para quem descumprir direitos já conquistados que, por falta dessa regulamentação, dificilmente são respeitados. Um deles: "audiodescrição"

Trabalho de quem empresta os olhos aos cegos

O trabalho com audiodescrição começou em Pará de Minas, graças ao idealismo de um jovem, no ano de 2008. Hoje o trabalho cresceu e conta com uma sólida equipe além de muitas atividades. Rodrigo Campos Alves – 37 anos, é funcionário público e reside em Pará de Minas. Confessa que ficou muito incomodado quando, em 2008, fez um curso de tradução na UFMG. Pensou, então, numa forma de traduzir filmes em áudio para os portadores de deficiência visual.

Cinema é direito de todos

Há cerca de 10 anos, Ronaldo Alex marcou com uma amiga de ir ao cinema ver "O Irmão Urso". Um evento simples, mas que marcou sua vida. "Ele não tinha sentido. Eu sei que ele não fez por maldade, provavelmente foi mais curiosidade, mas me causou um impacto", conta ele sobre a abordagem de um estranho à porta do cinema.

Mineiros com deficiência reclamam por mais audiodescrição

Acessibilidade ainda está distante. BH está entre as várias capitais brasileiras que não têm cinemas, teatros ou museus oferecendo a audiodescrição para deficientes visuais. Mapeamento mostra que, em 2009, 70% da população cega da cidade nunca tinha ido ao cinema e 50% nunca tinha visto um filme em DVD. Em um mundo em que tudo é construído e planejado para quem dispõe de todos os cinco sentidos em perfeito estado, é ‘comum’ que o diferente seja ignorado, esquecido ou nem sequer cogitado.